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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Uma noite no harém, uma energia da pura e sagrada dança do ventre

Abençoada eu sou de montão, disso eu não tenho dúvidas. Deus está muito presente em minha vida. Você já viu alguém desempregado, recém-saído de uma forte crise depressiva, ainda num processo metamorfósico lento e gradualmente vivenciado entre barbitúricos, chegar a São Paulo e curtir uma noite maravilhosa num harém? 
Aysha, Lu Zambak (Recife-PE), Amanda Rosa (Brasília-DF), Nesrine,
Dalilah (Brasília-DF) e Yasmin (Brasília-DF)
Considerando o contexto social de hoje, em que você só vale pelo que tem e não pelo que é, consegue você imaginar ser possível, EM PLENA SÃO PAULO, encontrar uma amiga que se desnuda de preceitos e valores materialistas ditados pelo capitalismo selvagem e ser um anjo encarnado a lhe proporcionar tamanha felicidade? 

Gente, sério! Você consegue conceber a existência de pessoas assim, nessa selva de pedra, fria e cinzenta, de pessoas marcadas pelo individualismo e pela competição, muitas vezes desleal? Confesso que andava um pouco desacreditada, mas por incrível que parece para mim, existe! Eu encontrei. Posso cantar com verdade na voz, agora: "São Paulo da garoa, São Paulo é terra boa!". E, pasmem, não é apenas uma amiga, é uma família inteirinha assim.

Da bisa aos bisnetos, todos naturais de São Paulo. Loucura? Não! É milagre mesmo... Depois de passar um belíssimo Dia das Mães com essa nova família de amigos, fui levada a uma Casa de Chá, com um harém belíssimo. Show de bola, ou melhor de dança! Inesquecível!!!


Lu faz parte de uma casta sampaulina que "não mora de frente para o mar e de costas para o Brasil"
Os valores humanos estão bem claros em sua mente, também pudera, ela é da área de Educação. E EDUCAÇÃO é a base de tudo. Om Sai Ram!

Quando morava em Recife, tempos atrás, fiquei sabendo da existência dessa Casa de Chá. Na época, fazia parte de um grupo de alunas da Dança do Ventre, e chegar até a Khan El Khalili, lembro-me, era um sonho de consumo de muitas delas, que queriam se profissionalizar na dança. Eu praticava apenas para me distrair, valorizar-me enquanto mulher, sem pretensões nenhuma fora a do meu próprio deleite. Sabe, do tipo estar bem comigo mesma?  Pois sim, eis que me vejo lá, nos sonhos daquelas amigas dançarinas, assim, sem muito esforço...

Minha nova amiga Lu ao lado de duas dançarinas padrão Khan El Khalili. É show de dança,
pra ninguém botar defeito. Minhas lindas amigas dançarinas de Pernambuco e de outros Estados,
este mimo é pra vocês, com votos de que tenham a mesma oportunidade.
Espero que esse gesto de Lu abra os portais das possibilidades e flechem todas vocês.

A casa é dividida em diferentes e aconchegantes ambientes. Você pode assistir ao show, vendo de perto a performance das dançarinas pratas-da-casa, e ainda assistir às audições de candidatas ao padrão Khan El Khalili. Um momento ímpar para aquelas que querem ganhar o mercado como profissionais sérias, que respeitam a tradição e a cultura árabe.
A prata-da-casa e uma das dançarinas das Noites do Harém, Aysha Almeé
deu-me um verdadeiro presente: além de dançar divinamente, apresentou-se

vestida em homenagem a Krishna. No final de sua apresentação uma pena de pavão caiu levemente no salão.
Nesse momento da foto, ela reclamava a perda, mas aquietou-se quando eu disse que Krishna havia agradecido a honra e levou a pena consigo. Daí, ela salientou que ia desistir da procura.
Impossível você ficar imóvel diante da energia do lugar e da alegria das dançarinas. É delicioso assistir ao show bem de pertinho, com música ao vivo, de batidas fortes e enebriantes. Tudo é de uma beleza sem igual. A leveza, a sinuosidade dos corpos, os movimentos, os gestos, o sentimento introjetado e oferecido com alma a você.
 Amanda Rosa, de Brasília(DF), um Show! Belo, belo, mais que belo!!!  
      
Dono e administrador do estabelecimento árabe, Jorge Sabongi cuida de cada detalhe para recepcionar bem as pessoas. Historia todo o acontecimento e práticas da casa e das danças das bailarinas, tornando o ambiente agradável pelo alto grau de profisssionalismo de todos da Khan El Khalili. Uma curiosidade que muitos não sabem, perguntei a Jorge: "Afinal, digo egípcio ou árabe? E ele prontamente me responde: "A civilização do Egito Antigo acabou a 2000 anos atrás. Desde o século VII, os egípcios descendem de árabes!"
                     
                    
                    

 Eu gostei tanto que me sinto na obrigação, enquanto jornalista, de passar o serviço pra vocês!!!
Casa de Chá Egípcia
e Café Árabe

R. Dr. José de Queirós Aranha, 320 - Vila Mariana
(duas quadras do Metrô Ana Rosa)
Fones: 11 5575-6647 - 5571-3209 - 5571-3295 - 5549-7989
CEP: 04106-062 - São Paulo - SP - Brasil

atendimento telefônico p/informações: a partir das 9h
aberta de 3ª a Domingo - das 16h até meia-noite
6as. e Sábados - das 16h às 1:00h
danças a partir das 19h
(observe o limite de horário de entrada)


Salamaleiko!

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